Airbus acredita em forte concorrência do novo avião chinês

O COMAC C919 surgiu no mercado aeronáutico como uma alternativa ao duopólio Airbus-Boeing no mercado de aviões comerciais.

Com amplo incentivo da China para a compra do avião por empresas do país, até o momento o projeto não andou de vez, mas o CEO da Airbus têm as suas dúvidas.

COMAC C919
Aeronave Comac C919

O CEO da fabricante europeia Guillaume Faury mencionou que ele leva o C919 a sério. Faury comentou durante um anúncio de resultados financeiros na última semana:

“Os desafios são muitos e acho que é muito cedo para dizer até que ponto a [COMAC] será capaz de competir com a Boeing e a Airbus. Mas estamos levando-os a sério e observando cuidadosamente o que está acontecendo lá.”

Faury, da Airbus, continuou a sua fala sobre o C919:

“Vimos outros players em outras regiões importantes do mundo tentando entrar no mercado regional, ou mesmo na aviação comercial, sem sucesso”. “Vai demorar para o C919 encontrar o seu lugar”.

A Ryanair foi uma das companhias que já declarou interesse no projeto. Na época cogitou que a empresa estava cogitando uma encomenda justamente pelo preço de compra. Um C919 pode ser até 50% mais barato em comparação com os aviões da Airbus e Boeing.

A Ryanair aposta forte no Boeing 737 NG/MAX, mas mantém acordo com a Comac para o C919.

A companhia aérea de baixo custo é uma grande cliente de aviões da Boeing. Com o valor muito menor de compra, e incentivo de bancos chineses, uma operação com sucesso no ocidente pode influenciar as vendas do C919.

O C919 utiliza os mesmo motores do 737 MAX e do Airbus A320neo, além de apostar forte em sistemas fabricados no ocidente. A meta do projeto é fazer sucesso além das 700 encomendas por empresas da China.

 

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