Por conta de prejuízo, Bombardier deve demitir 1600 funcionários em 2021

(Reuters) – A Bombardier informou na última quinta que deve dispensar até 1600 funcionários esse ano. A fabricante enfrenta problemas financeiros e ainda nessa semana anunciou o encerramento da linha Learjet. 

A companhia, que agora se dedica exclusivamente à produção de jatos executivos, realizará novos esforços de corte de custos para gerar US$ 400 milhões em economias recorrentes até 2023 e melhorar os lucros este ano, ao mesmo tempo que aumentava seus negócios de reposição.

“Vemos 2021 como um ano de transição”, disse o presidente-executivo Éric Martel a analistas. As demissões incluem 800 funcionários no Canadá, principalmente em Quebec, e 250 em Wichita, onde o Learjet é feito, disse Martel mais tarde a repórteres.

A Bombardier, que havia planejado anteriormente atingir o ponto de equilíbrio com o fluxo de caixa livre em 2020, agora espera tornar o fluxo de caixa positivo entre 2021 e 2023.

As ações da empresa caíram 11%, para C$ 0,65 por ação no pregão do meio-dia de Toronto.

A Bombardier se desfez de ativos nos últimos anos, passando de fabricante de aviões e trens a fabricante exclusiva de jatos executivos, para restaurar a lucratividade e cortar dívidas após enfrentar uma crise de caixa em 2015.

A Bombardier relatou uma queda de 19,7% nas entregas de jatos executivos para 114 em 2020, em linha com as tendências da indústria. Mas as receitas de 2020 com as atividades de aeronaves corporativas aumentaram 3%, ajudadas pelas entregas de jatos Global 7500 no final do ano e uma recuperação na demanda.

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